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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Eye tracking virando realidade


Já escrevi sobre a tecnologia de interface homem-computador chamada eye tracking (rastreamento dos olhos) aqui no blog. Na época, mencionei alguns trabalhos acadêmicos e de pesquisa que avançavam o Estado da Arte no tema.

As soluções comerciais começam a aparecer. Predict Gaze é um exemplo disso. Trata-se de tecnologia que usa aprendizado de máquina para desenvolver algoritmos poderosos e eficientes de reconhecimento de padrão que permitem o reconhecimento exato do lugar para onde a pessoa está olhando. Em especial, Eye Gaze, por ter algoritmos potentes, mas leves de serem rodados, permite desenvolvimento de aplicações para celulares e tablets.

O vídeo abaixo dá um exemplo sobre como se pode diminuir a altura do som de uma música simplesmente com um shhhhhh.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Leitura sobre Qualidade nas Interações

Essa sexta, dia 25 de maio, apresenta-se especial. A profa. Elizabeth Furtado recebe amigos, alunos e interessados no lançamento do livro que organizou. Qualidade da Interação de Sistemas e Novas Abordagens para Avaliação dará uma ótima visão do que tem sido desenvolvido no  Laboratório de Estudos do Usuário e da Qualidade do uso de Sistemas – LUQS da unifor e tem tudo para se tornar obra de referencia na área. 

Tenho a honra de fazer parte dos que contribuíram com o conteúdo do livro, mas sobretudo, tenho a honra de ter sua organizadora como esposa e companheira. Sua determinação aliada ao brilhantismo que permeia sua carreira não me são estranhos e certamente ficarão evidentes a você leitor que for conhecer a obra.  

O lançamento do livro será no centro de conveniência da UNIFOR as 19h. Venham todos. 

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Que Mudou na Computação ?


A computação faz cada vez mais parte de nossas vidas. Quando decidi por esta carreira em 1983 não tinha a menor ideia do quão impactante ela seria. Sabia que era algo “do futuro” (literalmente), mas não tinha nenhuma pista de que futuro seria este. Vez por outra reflito sobre o que mudou da época que comecei para cá. A base da computação mudou durante esses quase trinta anos?

Na faculdade estudei, grosso modo, as mesmas coisas que meus alunos estudam hoje. A necessidade de construir modelos computacionais para representar o mundo real estava presente naquela época como hoje em dia. Dominar o manuseio do símbolos e das abstrações (representados pelas linguagens de programação) nos diferentes níveis, sejam o das aplicações, comumente chamadas de sistemas de informação, sejam os de software básicos como sistemas operacionais e banco de dados era a atividade predominante. A compreensão da arquitetura do computador e as formas de organizar e manipular a informação aliava-se às essas outras atividades mencionadas. Não é a toa que as disciplinas de teoria da computação, banco de dados, estrutura de dados, linguagens de programação, análise de sistemas, redes de computadores ainda estejam presentes nos currículos dos cursos de computação mundo afora.

Mas isso não é intrigante? Como pode uma ciência ter evoluído tanto, ser hoje tão ubíqua e mudar tão pouco? Não falta algo na nossa formação? Quando penso em responder a estas perguntas sempre me vem uma coisa à cabeça: falta compreender melhor as pessoas. Creio ser essa a grande diferença da computação de hoje da de outrora.

Trinta anos atrás, os programas que desenvolvíamos geravam resultados que eram apropriados pelas pessoas de uma forma muito elementar. Produzíamos relatórios a serem lidos, via de regra por burocratas (sem sentido pejorativo), pois o objetivo era processar os dados. À época o computador era algo raro, grande, caro, excêntrico. Era uma máquina compreendida por poucos. No mundo dos mainframes (grandes computadores corporativos) a relação daqueles que o manipulavam (nós, os informáticos) com aqueles que iam usar seus resultados era distante e com um formato predefinido. Iríamos gerar as listagens de correntistas para uso dos bancários, a listagem dos produtos no estoque, as listagens dos funcionários com seus salários, etc.

Não tinha o menor sentido falarmos em interação humano-computador. A interação era humano-listagem de computador. Com o advento do PC e depois da Internet tudo isso se transformou radicalmente. Fazemos software que são usados pelas pessoas para fazer tudo e cada vez mais um pouco. Do micro-ondas à geladeira, passando pelos ipods, ipads e iTVs tudo requer interatividade. Como produzir isso sem compreender os meandros da comunicação entre as pessoas e delas com as máquinas? Nossos currículos se atualizaram para nos prepararmos a essa nova realidade?

É bem verdade que IHC (Interface Humano Computador) passou a fazer parte dos currículos de referencia dos cursos de ciência da computação, mas creio eu, ainda de forma incompleta. A comunicação, lingüística, sociologia e psicologia cognitiva para exemplificar algumas áreas parecem-me ser hoje cruciais para um profissional de computação. E não estou aqui querendo falar de alguém que vai fazer pesquisa. Penso mesmo em alguém que acaba de se formar e quer empreender. Sem base para compreender toda a dimensão do que é um software na era digital alguém pode inovar? Ainda há espaço comercial para o desenvolvimento tradicional de software corporativo, mas não é mais aí que está o futuro. O futuro está em fazer software para as pessoas no seu dia-a-dia. Para isso precisamos compreender o que as motivam, quais suas intenções, suas reações e suas relações. Os softwares vão de mais em mais permear tudo isso. 

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sexto Sentido

O laboratório de Interfaces Fluidas do M.I.T é um dos mais reconhecidos no mundo não só pela capacidade de seus pesquisadores, mas igualmente pelas pesquisas arrojadas que desenvolvem.  A pesquisadora chefe Pattie Maes vem estudando formas de interação das pessoas com máquinas que são definiitvamente inusitadas. É aquele tipo de trabalho que nos remete à ficção científica. Vejam esse vídeo de sua palestra no TED (via Marcus Fábio). É absolutamente incrível. Minority Report fica bem próximo. Tem legendas em português. É só escolher na opção subtitle.