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terça-feira, 26 de agosto de 2008
WikiCrimes no KM Brasil 2008
A Sociedade Brasileira de Gestão de Conhecimento é uma ONG que visa ser o grande fórum de discussão e estímulo à gestão de conhecimento e em última instância contribuir para diminuir a desigualdade no acesso ao conhecimento e melhoria da competividade das organizações. Todos os anos um Congresso Internacional, chamado KM Brasil, é realizado para congregar os associados da SBGC e onde palestrantes de diversas regiões do mundo são chamados a interagir. Esse ano estou tendo a grata satisfação de participar do KM Brasil 2008 como palestrante. Fui convidado pela SBGC para falar sobre a minha experiência com WikiCrimes e debater com outras pessoas que contarão suas iniciativas em gestão do conhecimento. O evento será realizado em São Paulo no hotel Century e se desenvolverá durante os dias de 27, 28 e 29 desse mês. Para maiores informações sobre o congresso, inclusive a programação do evento clique aqui. Manterei o blog atualizado com assuntos discutidos lá.
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terça-feira, 5 de agosto de 2008
Compartilhando Informações Sobre Crimes
A cultura do compartilhamento que já foi assunto nesse blog e que motivou o surgimento de WikiCrimes dá indicações de que está só começando. Vejam esse lançamento da TomTom, empresa holandesa especializada em dispositivos de navegação e GPS para automóveis. Trata-se do projeto Map Share (compartilhe mapas) que se propõe a trocar informações sobre atualizações nas ruas mundiais para uso do próprio usuário. Os vídeos abaixo fazem parte da campanha de lançamento feita pela Empresa na Internet.
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quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Fazendo Revisões em Vídeo
A Amazon (www.amazon.com) lançou um novo serviço de revisões de seus produtos pelos próprios clientes. Elas agora podem ser feitas através de vídeos. Já tinha mencionado como a cultura do compartilhamento na web fará cada vez mais uso de revisões de clientes (clique aqui para ver o texto). Só lembrando. As revisões são comentários sobre a qualidade do produto ou serviço adquirido pelo cliente. A idéia da Amazon vem num momento em que fazer o vídeo deixou de ser algo extraordinário. Hoje em dia, qualquer telefone celular possui uma câmera com capacidade para filmes pequenos e com excelente qualidade de imagem. Sendo assim, não há mais razão para exigir que as pessoas dêem suas opiniões somente através de textos. Com revisões em vídeo será possível captar mais ricamente as críticas individuais e mesmo as coletivas. Principalmente as emoções, quer sejam negativas como positivas, poderão mais facilmente ser representadas. Creio que se trata de mais uma abertura para a criatividade e que tenderá a aproximar as revisões das publicidades. Já estou imaginando como em breve veremos revisões bem radicais com um cliente extravasando indignação contra um produto que ele considera ruim. É esperar para ver.
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terça-feira, 2 de outubro de 2007
Tuangr: Realizando Compras em Conjunto na Web
Tenho escrito sobre como a Internet, em particular a web 2.0, tem aberto possibilidades para o espírito empreendedor (clique aqui para ver um texto sobre o assunto). Tomei conhecimento de uma iniciativa desenvolvida aqui mesmo em Fortaleza, pela IVIA, que considero ter todos os requisitos de uma iniciativa inovadora na web. Trata-se do projeto Tuangr que permite a criação de comunidades on line para a realização de compras em conjunto e assim conseguir preços mais convidativos. A idéia é simples como toda boa idéia: procurar formar um grupo de amigos que tem o interesse comum de realizar a compra de um mesmo produto. Desta forma consegue-se um poder de barganha maior junto aos lojistas e conseqüentemente melhores preços. A prática de fazer compras em grupos não é novidade, mas realizá-la na vida real não é fácil. É difícil encontrar pessoas com os mesmos interesses, no mesmo momento. Há que se sincronizar esses interesses, o que é particularmente difícil de fazer quando se tem de um círculo de amizades reduzido. O uso da web visa exatamente resolver esse problema. A criação de uma rede de interessados em um determinado produto é facilitada, pois ela pode ser formada sem as limitações que obrigatoriamente fazerem parte de um mesmo grupo social como a distância física. Em Tuangr pessoas interessadas em fazer uma compra anunciam esse interesse, abrem um grupo de compra e anunciam o quanto se pode obter de redução no preço caso o número de participantes aumente. Há nessa idéia todos os ingredientes de uma boa aplicação na web: criatividade, cultura do compartilhamento(clique aqui para ver o que escrevi sobre isso), apelo ao efeito contágio, ineditismo e indução da colaboração. Vale lembrar, no entanto, que o sucesso deste empreendimento depende de uma série de fatores como a logística que vai suportar o cliente durante e após as compras e a qualidade das negociações com os fornecedores para se conseguir abatimentos significativos das compras em grupo. A trajetória de uma boa idéia até um empreendimento de sucesso é longa e tortuosa. Exige paciência e aprendizado contínuo. De qualquer modo, a iniciativa é, desde já, digna de elogio. Deixa-nos otimista, pois serve de exemplo de nosso potencial para empreender nesse imenso mercado global digital.
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terça-feira, 31 de julho de 2007
A Cultura do Compartilhamento Através de Avaliações Coletivas
Outro exemplo da emergência da cultura do compartilhamento é o crescente aparecimento de avaliações de produtos e serviços na Web. Nos Estados Unidos isso já está totalmente consolidado. As pessoas ao irem a um cinema, hotel, comprarem um produto em uma loja, enfim em qualquer ação de consumo realizando um serviço ou comprando um bem, vão a Web e fazem uma avaliação deste serviço ou produto. É incrível como isso proliferou. Já faz parte do hábito do consumidor americano ler as avaliações (em inglês, chama-se review que ao pé da letra seria revisões em português). O mais interessante e que caracteriza perfeitamente a cultura do compartilhamento é que as pessoas fazem isso por puro voluntarismo, movidas pelo interesse de compartilhar com os outros suas experiências e opiniões. Por se tratar de avaliações feitas por pessoas que vivenciaram o serviço ou experimentaram um produto, elas ganham credibilidade mesmo que não sejam realizadas por especialistas. Isso não significa dizer que não existam avaliações de especialistas. Na verdade, identifiquei dois tipos de avaliações. Há sites especializados que realizam avaliações técnicas por especialistas, normalmente de produtos como o site CNET onde especialistas em eletrônica e computação fazem avaliações de produtos eletrônicos. Por outro lado, há os sites de prestação de serviço como as agencias de viagens que proporcionam espaço para os clientes avaliarem os produtos que lhes foram fornecidos. A livraria virtual Amazon possui um espaço para avaliações de livros feitas pelos leitores. Na minha estada em Stanford tive a oportunidade de assistir uma palestra do vice-presidente de pesquisa da Yahoo que disse que o futuro da web estará ligado a uma maior exploração dessa enorme base de avaliações que esta disponível atualmente e que cresce sem cessar. A idéia é que seja possível automaticamente aferir uma reputação ao produto ou serviço através das avaliações disponíveis. Cabe aqui novamente reforçar as recomendações de livros que discorrem sobre esse fenômeno: The Wisdom of Crowds (A Sabedoria das Massas) que está sugerido na coluna ao lado e Wikinomics (clique aqui para saber mais sobre o livro).
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segunda-feira, 2 de julho de 2007
Cultura de Compartilhamento: Você compartilharia seu carro?
Tenho sempre dito aos meus alunos que o empreendedor que deseja investir na web tem uma grande dica a seguir: vislumbrar um negócio que explore alguma possibilidade de compartilhar coisas. Esse tem sido o tom do mundo web com a cultura de compartilhamento como já mencionei em um texto recente (clique aqui para ver o texto). Pois bem, dentro dessa linha, os americanos criaram um serviço inovador de compartilhamento de carros. O site www.zipcar.com explica como o serviço funciona. A idéia funciona como um serviço de aluguel de carros, mas muito mais flexível. A Empresa possui vários pontos de carro espalhados na cidade. O cliente se cadastra na web para poder dizer o horário que vai usar o carro e onde deseja retirá-lo e devolvê-lo. O sistema todo é automático com o uso, pelos clientes, de um cartão de crédito que é passado nos locais de retirada e devolução dos carros. As tarifas variam de sete a nove dólares por hora de uso e ainda podem reduzir quando se consegue fazer um grupo de usuários. Algo que me lembrou o tempo de faculdade quando fazíamos rodízio de carros para economizar. O serviço está disponível em mais de dez grandes cidades americanas e pode também ser usado em algumas cidades do Canadá. A Zipcar tem feito parceria com algumas empresas para prover o serviço para os funcionários das mesmas e assim facilitar a formação de grupos. Enfim, uma iniciativa interessante, ambientalmente correta e com uso forte de tecnologia. É o empreendedorismo tecnológico em essência. Alguém arrisca aqui no Brasil?
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