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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

As poltronas que não reclinam da TAM: Cuidado!


Viajar em aviões A320 da TAM podem proporcionar ao passageiro um  exemplo de como não se deve tratar o cliente ou talvez de como se deve trata-lo mal (cada qual com seu cada qual J). Eles possuem uma fileira de cadeiras logo à frente daquelas posicionadas nas saídas de emergência que, diria, ser o local ideal para os que têm que pagar penitencia. As cadeiras desses aviões já são extremamente pequenas e apertadas umas com as outras, mas, não reclame, pode ficar pior. As poltronas da fileira 11  não reclinam, embora as da fileira 10 sim. Dá para imaginar o espremido?

Para completar a raiva do passageiro, a fileira 12 e 13, das saídas de emergência, são superespaçosas e normalmente estão vazias. Nada mais natural do que dar um “salto” para trás e usa-las, não? Negativo, é proibido. A TAM cobra mais caro para aqueles que nelas querem sentar. Dizem ser “acentos conforto” ou “acentos mais". Se ninguém pagou por eles, ficam vazios mesmo. Ali, intocáveis. Fica-se assim, observando o pirulito, mas a chupar a dedo.

Só tenho um nome para isso: oportunismo. O espaço maior sempre existiu por razões de segurança, pois permite a passagem dos passageiros em caso de emergência. O mais aviltante é que as cadeiras da fileira 11 não são mais baratas. Se estivessem dando bônus por conforto deveriam dar também por desconforto; bônus para os acentos menos!

Como a grande maioria dos passageiros não têm conhecimento dessa situação, pois requer saber o tipo de avião, os que nessas cadeiras sentam acabam pagando por algo que não recebem. Aliás, um comissário, impotente e constrangido frente à situação, deu-me a lista de aviões em que esse problema ocorre (vejam-na abaixo). Facilzinho de memorizar, não? É bom fazê-lo, no entanto, visto que o sistema de check in pela web ou nos kioskes não avisa nada.

Mesmo sabendo dessa armadilha, não canso de esquecer quais são mesmo as ditas fileiras. Além de desabafo e alerta aos viajantes, reforçar-me a memória é pois mais uma das razões que movem minha escrita aqui. Detalhe: enquanto escrevo (fazendo malabarismos com o computador) estou a pagar penitencias, mesmo que não saiba quais, bem em uma poltrona da maldita fileira 11.


Assentos que não reclinam

avião A319 – fileiras 10 e 24
avião A320 – fileiras 11 e 29
avião A321 – fileiras 11, 24 e 39

O mais surpreendente é que as cadeiras “conforto”  da fileira 11 no A319 e 12 no A320 também não reclinam. Ou seja, pague mais pelo conforto de não ficar inclinado (faz bem às costas) J

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A Irracionalidade da TAM


Nos é costumeiro criticar a incompetência do serviço público, mas não é difícil deparamo-nos com absurdos no setor privado que servem de exemplo para qualquer curso de gestão.

Vivi uma dessas situações ontem quando na volta de São Paulo tive que esperar quase três hora dentro de um avião da TAM até que o mesmo decolasse para Fortaleza. Os passageiros foram informados que a razão da espera era por uma contagem, que não batia, entre o número de passageiros e bagagens embarcadas. A incompetência da empresa no seu controle de qualidade ficava evidente toda vez que entrava um funcionário para contar os que estavam a bordo.

As versões vindas do comandante variaram um pouco com o passar do tempo e, no final, ele explicou que havia ainda um outro problema: uma passageira que tinha tido “problemas financeiros” com seu bilhete teve que ser desembarcada e sua mala teve que ser recuperada e retirada do avião.  Lá estávamos nós passageiros a “assistir” o corre-corre de funcionários e bagageiros a procurar a bagagem da passageira barrada.

Após cerca de duas horas de espera pela solução, nós passageiros não pudemos comemorar. Vem novamente o comandante ao sistema de áudio informar que não poderíamos decolar. Desta vez a razão era de que, em função do atraso ocorrido, um excedente de horas de trabalho da tripulação ocorreria se a mesma realizasse o voo a Fortaleza. Seria um excedente superior ao permitido por convenções internacionais. Consequencia: tivemos que esperar uma nova tripulação chegar e assumir o controle do avião.

Quanto deve ter sido o custo da TAM nesta estória toda? Sem contabilizar os custos relativos à imagem, tenho absoluta certeza de que foram bem maiores do que os problemas financeiros que poderiam ter caso a passageira desembarcada não pagasse seu ticket. Não teria sido mais racional tê-la deixado no voo e ter buscado resolver o problema na chegada?

Só uma coisa não me desgostou. Nesse interim, a bateria de meu Mac acabou e só então descobri que o avião tinha uma tomada para ligar o notebook abaixo do encosto do braço, o que me permitiu inclusive escrever esse texto.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

A Saga da Geléia da TAM

Não é difícil encontrar situações que exponham nossas deficiências de prestação de serviço, tanto público quanto privado. Encontrei uma situação emblemática ao viajar pela TAM de Fortaleza à Brasília. O serviço de bordo constava de torradas que vinham acompanhadas de uma geléia de marca MU–MU (que criatividade eih?!). Pois bem. Essa geléia estava em um recipiente que era extremamente difícil de ser aberto. Todos os que estavam ao meu redor estavam “apanhando” da geléia (eu inclusive, lógico). Normalmente esses recipientes contêm uma pequena aba que deve ser quebrada para permitir puxar o invólucro. Não era o caso desta. Causou-me logo espanto o fato de que o produto continha um MADE IN BRAZIL bem visível até porque o tipo da geléia também estava traduzido (grape jelly – geléia de uva). Certamente, com essa qualidade, o produto vai sofrer para concorrer no mercado internacional. Os franceses, por exemplo, que adoram geléias, as produzem em suas mais diversas formas e sempre que as degustei nunca tive tamanha dificuldade de manuseio. Por que será que as deficiências como a da geléia acontecem? Alguém será que já reclamou disso para a Empresa ou mesmo para a TAM? Quando perguntei para a aeromoça de onde vinha a geléia ela de pronto me disse “é difícil de abrir, né!”. Claro que não era novidade. Talvez até já tenha dito a um superior que a geléia era osso duro de roer. Apressou-se a me fornecer um cupom de reclamação da TAM, chamado fale com o presidente, em que o cliente tem a possibilidade de demonstrar sua insatisfação ou fazer qualquer comentário de outra natureza. Não sei se muitos o usam. Creio que a qualidade do serviço está diretamente ligada a exigência do cliente. Mas a estória da geléia da TAM não morre aqui. Decidi tentar decifrar o que estava escrito nas minúsculas letras impressas na capa do invólucro da geléia. Dificílima tarefa. Pude constatar, no entanto, a existência de um 0800 para que o cliente consultasse o valor nutricional do produto. Que beleza! Parece-me que o objetivo de fornecer a informação nutricional é subsidiar o cliente para que ele decida se quer ou não ingerir o alimento. Como vou consultar o 0800 dentro do avião? Estou supondo que ela deveria ser comida no avião, não? Aqui entra também a deficiência do serviço público. Não deveriam agir os órgãos de fiscalização? Pareceu-me mais um jogo de faz de conta. Continuando a saga da geléia, decidi ligar para o número 0800(0800517542). Estava curioso para saber se ele funcionava. Funciona. Fui bem recebido, mas a informação que tive foi de que eles não têm solução para a abertura da geléia. Estão estudando. A Empresa é gaúcha e não faz exportação. Não me souberam responder o porque dos nomes em inglês. Por fim, disseram que os nutrientes não são colocados porque não há espaço. Enfim, a norma é inviável. Bem típico do Brasil. A odisséia da geléia tem o seguinte final: enviei a MU-MU e a TAM o texto desse blog. Espero tê-los ajudado a melhorar seu produto e serviços respectivamente. Fui dormir pensando sobre como o blog me leva a ser um cidadão mais ativo. Afinal, pegando emprestado o slogan da TAM que se orgulha de ser brasileira. Eu também quero me orgulhar (da TAM e da MU-MU).

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Relaxogozismo e Propaganda da Peugeot

Li no Kibe Loco que O Globo noticiou que essa propaganda da Peugeot não foi ao ar por pressão do governo federal. Não quero entrar no mérito e nem discutir a veracidade da notícia. De qualquer forma, acho que ela comporta um risco para a montadora francesa. Depois das tragédias da GOL e da TAM, o assunto já se tornou triste demais. Mas que o brasileiro faz piada com tudo, faz! Serve ainda para perceber que o relaxogozismo ainda tem muito a produzir.