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quarta-feira, 6 de julho de 2011

A Mais Fina Culinária em Portugal

Ufa! As recentes viagens me fizeram perder o ritmo das escritas que cá ponho. Estava com saudades. Só hoje, quando começo a preparar a volta ao Brasil, pude novamente me dar o prazer de escrever estas e outras linhas que lançarei em breve.

Neste fim de semana estive de passagem em Lisboa (na ida para a Irlanda). Foi uma oportunidade para voltar a explorar os restaurantes portugueses e a refinada culinária de lá.  Já havia escrito sobre o fascínio que tenho por esta cidade aqui.

Sugiro dois lugares excepcionais que tive oportunidade de conhecer. O primeiro é o restaurante mais antigo de Lisboa: o Tavares . Situado no Chiado, ele foi inaugurado em 1784, mas ainda hoje é um lugar requintado e que mantém sua frequência (nem dá para dizer que mantém a clientela J). A culinária francesa–lisboeta é única. Pode-se degustar um maravilhoso foie gras sem deixar de pedir, juntamente com um cafezinho expresso, um delicioso pastel de Belém. Igualmente os vinhos do Dão, Alentejo e cia (por terem bom preço) tornam-se alternativas interessantes aos Bordeuax e  Bourgogne (minha eterna escolha). Vejam as fotos abaixo de alguns dos pratos

O outro restaurante é de estilo mais contemporâneo: o Eleven. Situado no alto do Parque Eduardo VII, o restaurante impressiona pela vista da cidade (mesmo um pouco do Tejo pode ser visto) e pela arquitetura moderna. O chefe é um alemão radicado em Lisboa que se orgulha de ter um cardápio que varia dependendo da estação e da oferta dos produtos no mercado. O escalope de foi gras, a coquete de camarões com aspargos e o carré de cordeiro, posso atestar, são maravilhosos.

Para os amantes da gastronomia, Lisboa é cheia de opções e surpresas.

Café com Pastel de Belém e Guloseimas

Cocotte de Camarões aos aspargos

Carré de Cordeiro

Escalope de Foie Gras

domingo, 12 de outubro de 2008

Lisboa

Lisboa lembra-me fortemente Marseille na França onde morei por quase quatro anos. Talvez por isso mesmo seja uma cidade que me agrade tanto. As colinas e vales e a estrutura de suas avenidas que descem diretamente ao mar são de uma similaridade incrível. Marseille tem sua Canabière que leva-nos ao Vieux Port à beira do Mediterrâneo. Lisboa com suas Avenida da Liberdade e Rua do Ouro que nos levam a Praça do Comércio e ao desembocadouro do Tejo. No entanto, não é só isso. As duas cidades são velhas, mas de espírito jovem. Não que as compare por causa de suas faixas etárias, pois nesse quesito Marseille é mais de 1000 anos mais idosa (oficialmente, mas as duas cidades parecem ter aparecido há mais de cinco séculos antes de Cristo), mas sobretudo em sua arquitetura. São semelhantes em suas ruelas escuras, enigmáticas, cheias de monumentos que comportam muita história e sempre cheias de alegria, sobretudo à noite, algo bem típico de cidades marítimas e de jovens. Abaixo algumas cenas retratadas e que me dizem um pouco de Lisboa.

Aos Gourmands. Pastelarias com Pastéis de Nata


Ruelas e mais ruelas.


As calçadas não são dos peões (ou melhor, pedestres).

Museu Calouste Gulbenkian. Tanto arte antiga(minha preferência) quanto moderna

Mercado de antiguidades e de peças para colecionadores. Selos, livros e discos de vinil abundam em face da Praça do Comércio e abaixo de um arco do triunfo dedicado a Vasco da Gama

Por falar em Vasco da Gama, esses belíssimos azulejos descrevem seu diálogo com o Rei antes de partir para conquistas em sua nau também retratada. Bem que meu Vasco poderia se inspirar um pouco em tanta glória.

Casa do Alentejo. Ainda hoje é destinada a reunir os alentejanos para uma conversa, um café e troca de homenagens. Seu prédio estilo mouro com azulejos e madeiras rebuscadas é imperdível.


terça-feira, 23 de setembro de 2008

Blogs e Gênios

Locupleto-me com a genialidade do escritor português José Saramago ao descobri-lo (via zona cyber) ensaiar na web. A riqueza da forma, a clareza das idéias, a força das palavras nos arrebata os sentimentos. Deixa–nos maravilhados do domínio que possui da lingua de Camões (usar essa expressão faz todo o sentido visto que são concidadãos). Faz-nos lembrar que escrever também é uma arte. O delicado texto sobre Lisboa é sua introdução no mundo dos blogs (clique aqui para acessá-lo). Para este pobre e normal blogger, metido a ensaísta, resta-me a contemplação, sem deixar de me entusiasmar com a Internet, com a Web 2.0 e com os blogs que nos provêem oportunidades de nos aculturar cotidianamente com esses gênios.