A volta à Califórnia recentemente não me renovou somente os ares acadêmicos. Permitiu-me também matar saudades de uma rádio que adoro. A rádio KKSF pode ser acompanhada na região da Bay Area (Bacia de San Francisco) com direito a muito jazz e um bom rock progressivo. O Eagles está sempre tocando lá e sua música mais conhecida, Hotel Califórnia (1977), tem tudo a ver com o lugar. Achei no YouTube uma versão excelente dessa que é considerada por muitos como uma das músicas pop mais marcantes de todos os tempos. Ela, além de bela, carrega a áurea de mistério dos diferentes sentidos que foram dados à sua letra durante todos esses anos. O trumpete na introdução é inovador. Vejam abaixo. Aproveitei ainda para mudar o estilo da rádio personalizada ao lado para tocar mais no estilo Eagles. Boa música!
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
Hotel Califórnia
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quarta-feira, 25 de março de 2009
Saga da Delta: No Pain no Gain?
A expressão inglesa do título (“sem dor, sem ganho”) é muito usada nos EUA para dizer que tem que ralar para conseguir as coisas. Em texto publicado ontem discorri sobre o péssimo atendimento que a Delta Airlines me deu em viagem para San Francisco. O que aconteceu com a locadora Dollar com quem tinha alugado o carro foi algo bem diferente. Quando cheguei com minha reserva no bureau da companhia no aeroporto(um dia depois da reserva), não tinha mais carro econômico. Aliás, não tinha mais carro nenhum. Acabei ganhando um upgrade para um conversível. A Empresa acreditou que o atraso não tinha sido minha culpa, compreendeu meu cansaço e tratou-me com dignidade. Veja foto abaixo. Será que o ganho foi por ter penado antes com a Delta? Não sei, mas posso afirmar que seria a única possibilidade de dirigir um conversível pelas maravilhosas highways americanas (e o clima ainda ajudou!).
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terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Cultura Cidadã: É Preciso Conquistar as Escolas
Não é muito difícil achar exemplos no cotidiano de nossa falta de cultura cidadã. Não vou ficar enumerando-os a todo o momento, mas queria me deter a um exemplo que considero ilustrativo e excessivamente relevante da falta da cultura cidadã em um local que tem por obrigação ensiná-la: as escolas. Trata-se da postura da escola face à forma deseducada como os pais de estudantes se comportam no trânsito quando vão deixar seus filhos na escola. Vê-se um festival de maus exemplos. Como esperar que as crianças cresçam educadas? O pior é que nesse caso estamos falando exatamente de escolas que têm por objetivo ensinar. Vem-me sempre a mente os modelos dos países mais desenvolvidos. Quando cheguei na Califórnia, no primeiro dia que fui deixar minha filha de nove anos na escola, vi um senhor organizando o trânsito e logo pensei que fosse um servidor da escola como os que costumo deparar-me aqui (que por sua humildade, são incapazes de impor respeito e não servem de forma alguma para controlar o trânsito). Ele coordenava um grupo de crianças (alunos da escola) de 6 a 9 anos que estavam com coletes de trânsito e indicavam onde as pessoas deviam parar. Alguns minutos depois fui recebido por este Sr. e só então pude perceber que ele era o diretor da escola. Isso mesmo. O trânsito nos arredores da entrada da escola é controlado pelo diretor da escola com a ajuda das crianças. Isso não é óbvio? Claro que sim! Não há melhor momento e local para aprender a como se comportar no trânsito do que na chegada e saída do estacionamento da escola. E ainda por cima, há alguém com mais moral para fazer isso do que as próprias crianças? Ou será que os pais das crianças seriam tão mal educados que desrespeitariam até mesmo os(as) colegas de seu(sua) filho(a)? Creio que não. Até porque os pais saberiam que seus filhos também passariam por aquela atividade. Na França, minha experiência foi similar. A escola tinha um local de estacionamento distante da entrada e todos tinham que deixar os carros lá e se encaminhar com a criança até a entrada. Nada de querer parar na porta da escola como é hábito aqui. A diretora da escola também participava do controle do trânsito (embora menos ativamente que o diretor americano. Creio que só por uma questão de estilo). O fato é que nesses países está muito claro de que a missão da escola é também educar cidadania. Os muros da escola não podem ser limites para isso. Esperar que a criança entre na sala de aula para que ela possa começar a ser educada é totalmente imbecil. O que é mais lamentável é que nossas escolas privadas, que se vangloriam de ter qualidade de ensino, são as que mais se isentam de assumir um papel mais ativo nesta educação integral que, talvez, seja a que mais faça falta ao nosso país.
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quinta-feira, 26 de abril de 2007
Modelo Federativo Americano e Massacre na Virginia
Em minha visita a Califórnia escutei sempre de meus amigos americanos que era necessário compreender como funcionava o modelo federativo dos EUA para entender como as mudanças ocorrem no País. Diferentemente do modelo brasileiro, nos EUA o poder federal central tem pouco poder. Os estados membros, por sua vez, têm uma grande autonomia e podem estabelecer leis próprias. Por exemplo, a maneira com os EUA estão mudando a forma de encarar o problema do aquecimento global e de como eles vão encampar a luta ecológica se dá através dos Estados. Trata-se de um processo descentralizado onde estados mais progressistas vão liderando e os outros gradativamente vão acompanhando. O exemplo da Califórnia com sua legislação altamente incentivadora de produção de energia alternativa é ilustrador disso. Este modelo comporta, no entanto, suas desvantagens e um exemplo estarrecedor refere-se ao recente caso do massacre na Virginia. O New York Times investigou porque o coreano autor do massacre tinha tido autorização para comprar uma arma se a lei federal dizia que quem tivesse algum histórico de problema mental ou mesmo de depressão não poderia fazê-lo (e o coreano tinha problemas). Eles descobriram que, na Virginia, havia uma interpretação diferente desta lei e que casos como o do coreano (mesmo que conhecessem seus antecedentes), não justificariam uma proibição de aquisição. Vejam como um fato trágico pode ter sido potencializado por uma divergencia de interpretação de leis pelos diferentes agentes do processo. Veja a matéria do NYT clicando aqui.
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terça-feira, 3 de abril de 2007
Entregando “Quase” Todas as Chaves
Os últimos dias foram extremamente corridos e foram gradativamente deixando uma enorme saudade das coisas e principalmente das pessoas com quem fui me despedindo. O símbolo básico das mudanças são as chaves. Fui gradativamente as entregando: a do carro, a da sala em Stanford, a do apartamento, a da caixa postal e enfim a do carro alugado nos últimos dias. Tivemos, Beth e eu, agradáveis despedidas com os amigos, alguns antigos, outros mais recentes, que nos acompanharam nesta jornada mais de perto e que nos deram muito apoio na “Aventura Californiana”. Bill e Danielle nos proporcionaram um fim de semana muito agradável em sua bela casa, onde pudemos conversar sobre os mais diversos assuntos, fazer planos para o futuro e tomar um bom vinho (Bordeaux e Californiano). Neste tempo, tivemos ainda ótimos momentos com Walfredo (sempre brilhante) e Zani, regados normalmente a muita cerveja. Por fim, embora não tenha tido uma despedida presencial com Paulo, lembro-me dele e de como o fato de conhecê-lo mais, aumentou nossa amizade. O convite e a recepção que recebi dele e de sua Beth em El Paso e todo o suporte que ele nos deu para viabilizar nossa vinda são motivos de nossa gratidão. A amizade oferecida por esses casais representa a chave de ouro que fechou nossa estada e que não entregamos. Estará bem guardada e protegida em nossa Fortaleza. Esperando por visitas.
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segunda-feira, 2 de abril de 2007
Expectativa da Volta
Nesse exato momento estou no avião de volta ao Brasil depois deste ano de “Aventura Californiana”. Volto com uma enorme expectativa de continuar minha vida com a harmonia familiar, felicidade e desenvoltura pessoal e profissional que pude incrementar neste ultimo ano. Saudades dos familiares e dos amigos que deixamos e que torcemos para encontrar com saúde e paz. Em particular, uso este espaço para agradecer a Universidade de Fortaleza - UNIFOR e o Governo do Estado do Ceara através da Empresa de Tecnologia da Informação – ETICE, por terem me apoiado na realização da “Aventura Californiana”. Invade-me um sentimento de enorme gratidão que alimenta a vontade de retribuir não somente a estas instituições, mas as pessoas que podem se beneficiar com o que vivenciei: os alunos universitários e os cidadãos cearenses de uma forma geral que precisam de um serviço público de maior qualidade.
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