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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Interação Mental com o Computador: Uma Boa Perspectiva para Second Life
Em uma recente participação numa mesa redonda sobre interação humano computador na Universidade Estadual do Ceará fui questionado se via futuro no Second Life(SL). Minha resposta foi um pouco do que já escrevi sobre o tema neste blog (clique aqui para ver). Em resumo, embora existam algumas questões nebulosas que dificultam apostar plenamente no sucesso do SL. Acredito que somente com o surgimento de aplicações que justifiquem se “viver” no mundo virtual pode potencializar seu uso. Descobri uma forma bem interessante disso acontecer ao conhecer um projeto de pequisa japonês (via http://www.pinktentacle.com/) da Universidade de Keio no Laboratório de Engenharia Biomédica. Nesse projeto se usa uma forma muito recente e bem futurista de interface com o computador chamada em ingles de brain-computer interface (BCI) onde se utilize o cérebro para comandar o computador. Isso mesmo. Controle mental do computador! Nada de metafísico, BCI usa eletrodos colocados na cabeça da pessoa para monitorar três áreas do córtex motor (região do cérebro responsável por controlar os movimentos dos braços e das pernas). O monitoramento permite captar sinais que, ao serem analisados por computadores, podem identificar padrões que identificam a intenção do usuário. Os pesquisadores estão usando BCI para guiar avatars no SL. Para controlar os avatars na tela, o usuário simplesmente pensa em mover várias partes do corpo. Por exemplo, o avatar anda para frente quando o usuário pensa em mover seus próprios pés, ou ele dobra a direita ou esquerda quando se pensa em mover os braços direito ou esquerdo. Ainda não é possível comandar os avatars a realizarem gestos mais complexos, mas o pesquisadores acreditam que no futuro esse tipo de sistema poderá ajudar pessoas que têm deficiências de locomoção se comunicar e mesmo trabalhar no SL. É exatamente esse tipo de aplicação que creio pode se tornar a Killer Application (aplicação chave) para o SL. Pessoas que não podem se locomover teriam a possibilidade de fazê-lo no mundo virtual através do poder da mente. E dos computadores, é claro!
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quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Second Life
Semana passada participei de algumas apresentações dos alunos do Mestrado em Informática Aplicada da UNIFOR sobre o Second Life (SL). Trata-se de um jogo onde há um mundo virtual com cidades, bancos, escolas, cinemas e tudo mais. Os espaços físicos são divididos em ilhas. Os avatars (bonecos que habitam o mundo virtual e são pilotados por pessoas) vivem nesse contexto e interagem com outros avatars. É como se as pessoas pudessem ter uma segunda vida (por isso o nome do site). Eu já tinha escrito sobre o SL e avatars em Março (veja o texto aqui), mas as apresentações dos alunos serviram para me alertar de novas coisas deste cenário inovador. Os brasileiros estão descobrindo o SL e muitas empresas estão se instalando lá. O SENAC – promove cursos de como criar avatars e objetos virtuais no SL (alguns cursos são de graça). A ilha vestibular Brasil congrega mais de vinte faculdades brasileiras num espaço de 130km2. A maioria delas é privada e se instalaram no SL por uma iniciativa da ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior). Cursos à distância começam a ser ministrados. Os bancos também já se instalaram. Neste mundo virtual pode-se conseguir emprego real. Como os avatars precisam de pessoas que os manobrem, é comum se encontrar proposta de emprego para ser um atendente de uma loja virtual ou mesmo para ser ajudante de avatars de usuários iniciantes. Todo o comércio no SL é feito em Linden que é o nome do criador do jogo. Os usuários devem comprar Lindens para fazer comércio no SL (um dólar equivale a 220 Lindens). Atualmente o marketing é a maior motivação para participação das empresas no SL. Algumas fornecem bônus para que os avatars visitem as ilhas onde estão instaladas. A Globo, por exemplo, paga periodicamente alguns Lindens para avatars se sentarem em cadeiras perto de um grande logotipo global. Só com o interesse de agregar visitantes em torno de seu símbolo. Algumas faculdades dão cinqüenta por cento de desconto se inscrição feita pelo SL. Encontra-se de muita coisa curiosa. Pode-se voar e se tele-transportar para qualquer ilha do mundo virtual. Dá para sair de Copacabana diretamente para a Torre Eiffel para conversar com um avatar francês. Uma das mais interessantes situações que vi foi um avatar que era uma bailarina de rua. A bailarina ficava dançando numa praça, mas o usuário só escutava a música que estava tocando se pagasse alguns Lindens. Trata-se de uma situação interessante, pois é algo que não se pode ter na vida real. De mais em mais se presencia depoimentos de pessoas que escolhem o SL ou como hobby ou mesmo como empreendimento. Soube de um lixeiro na vida real que a noite se tornou um comerciante no mundo virtual do SL. Não tenho certeza que SL pode continuar crescendo se a proposta for unicamente de marketing. Acho que aplicações com caráter social deverão surgir como novas formas de educação. De qualquer forma, atualmente a tendência no Brasil é de crescimento. Vale a pena fazer uma visitinha.
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