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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Pergamon

Na minha ida a Berlim, tirei um tempo para visitar o Pergamon Museum. É um dos museus mais impactantes que já visitei. Extraordinário. A coleção de arte da antiguidade clássica, em especial, os fantásticos Altar de Pérgamo e as portas do mercado de Mileto são imponentes, belos e transportam o visitante aos tempos da antigas civilizações. O Altar é uma estrutura dedicada a Zeus, originalmente construída no século II a.c. Escavaçoes feitas por arqueólogos alemães, no final do século XIX, o descobriram quase que integralmente. Impressionante também pensar em como os alemães conseguiram levar tudo aquilo para casa. Como os turcos deixaram? Veja uma foto abaixo que tirei da Wikipédia.


As peças de antiguidade do Oriente não são menos impressionantes, com especial destaque para a grandiosa Porta de Ishtar, uma representação maravilhosa da antiga Babilônia. É de tirar o fôlego.

Para completar, o museu estava apresentando a obra de Yadegar Asisi, uma pintura panoramica da antiga Atenas que é tão impressionante quanto as coleções do Museu. Achei no YouTube um video(veja também abaixo) que dá uma ideia do quão belo e inovador é o trabalho de Asisi. O artista brinca com a noção de perspectiva de uma forma que nos ludibria a todo momento.

Recomendo fortemente a quem for a Berlim. Imperdível. 



terça-feira, 8 de junho de 2010

São Petersburgo

Minha expectativa ao visitar a Rússia pela primeira vez era alta. Muitos haviam dito que São Petersburgo era muito bonita. Aproveitei a vinda a Helsinki para dar um pulinho aqui.

É realmente extraordinária. Belíssima! Uma cidade enorme, espaçosa e cheia de história. As igrejas e monumentos são lindíssimos. Todos remontam à era pré-comunismo. Tal fato salta aos olhos e nos leva naturalmente à pergunta: o que foi que o comunismo deixou de herança? Ao se visitar São Petersburgo tem-se a impressão que os quase noventa anos de dominação bolchevique foram como uma parada no tempo. Pós-comunismo, a cidade voltou a viver. Só falta os Romanov assumirem de novo.

Escreverei sobre algumas curiosidades que encontrei por aqui, mas de tudo, o que mais me impressionou foi o  Museu Hermitage. Um dos maiores museus do mundo (o maior acervo de pinturas) é realmente impactante. O prédio é grandioso (veja a entrada principal na foto acima) e algumas de suas salas per si já são uma obra de arte. A galeria das obras de pintores do Século XVIII e XIX é demais. Vê-se Picasso, Derain, Gauguin, Van Gogh, Cézanne, Matisse, Delacroix, Renoir e outros vários,  sala após sala. Sem contar a existência de esculturas de Rodin entre elas para dar o acabamento. Obras de Leonardo da Vinci e Boticelli são o carro-chefe no andar de obras do Renascimento. Tem mais, muito mais. Gasta-se um dia fácil, fácil. Uma aula de história da arte (cansativo, é verdade!). Permite comparações que auxiliam na identificação de estilos, temas e épocas.  

Por fim, acho interessantíssimo como os museus nos dão também indicações de espólios pós-guerras. Os alemães se ressentem que algumas das obras de pintores impressionistas foram levadas pelo exército Russo e que hoje estão presentes no Hermitage. Para quem viu o museu de Berlim com toda a riqueza egípcia “importada”só pode pensar: “ladrão que rouba ladrão ...”

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Pinturas Vivas

Tomei conhecimento de uma exposição super interessante na Coréia do Sul de pinturas famosas que interagem com o visitante. É uma experiência inovadora que está sendo usada para fins educacionais. A idéia é ensinar sobre as obras de arte, o contexto de seu aparecimento, seus criadores e mesmo curiosidades sobre a obra. A Mona Lisa, por exemplo, responde por que sua sobrancelha foi retirada. Ela “diz” que, na época da renascença, testas grandes eram consideradas padrão de beleza. Retirar as sobrancelhas era uma forma de dar uma impressão de aumento da testa. Acho a iniciativa genial. Aliás, toda iniciativa pedagógica que visa dar dinamismo e interatividade ao processo de aprendizagem é bem vinda. Veja a matéria original da CBS sobre a exposição clicando aqui.

sábado, 7 de julho de 2007

O SuperComputador Que Não É Só Um.


O desenvolvimento de supercomputadores sempre foi um objetivo da ciência da computação. Alguns desses computadores tornaram-se um mito dentre os quais acho que o Cray 1 é o mais marcante deles. A sua inédita forma em C foi muito propalada. Tive a oportunidade de visitar no Digibarn (museu de tecnologia de Bruce Damer) um Cray 1. Estive literalmente dentro do Cray. Veja a foto ao lado para ter uma idéia do que digo e do tamanho da máquina. A parte inferior que mais parece um banco é para a passagem dos muitos cabos que ligavam seus dispositivos. No entanto, recentemente, a mais nova moda tecnológica é adquirir a mesma potencia computacional de um supercomputador por meio de uma rede de computadores que possam trabalhar paralelamente. A computação distribuída tem avançado muito nos últimos anos e a infraestrutura da Internet permite a construção de redes gigantescas. Um exemplo incrível de que nível isso pode chegar pode ser visto no projeto Folding@Home(clique aqui para ir a página em português do projeto ). Trata-se de um projeto onde mais de 200 mil computadores no mundo todo estão interligados e proporcionam uma potência computacional que já chega a 800 TeraFlops e continua aumentando. Teraflops é uma medida de capacidade de processamento significando que um computador pode processar um trilhão de instruções por segundo (uma calculadora normal processa somente algumas instruções por segundo). A mais recente inovação trata-se da adição na rede das consoles de jogo PS3 da Sony (que são, na verdade, uma espécie de microcomputador). Estima-se que somente a inclusão dos PS3 na rede pode elevar a potência da rede em mais de 100TFLOPS. Os supercomputadores são usados por cientistas que sempre realizam experiências que exigem muito poder computacional. Experiências como a habilidade de reproduzir os fenômenos biológicos com objetivo de encontrar curas para o câncer e Alzheimer é um exemplo do desafio perseguido pela ciência e que precisa poder computacional extremo.