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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Open Data Institucionalizado

Escrevi recentemente sobre minha admiração pelas iniciativas de governo aberto que conheci nos EUA durante minha visita a Washington. Comentei também que na apresentação de Jeanne Holm, coordenadora do site http://data.gov, uma ênfase especial foi dada a como dados abertos pode conduzir a inovações.

Mas não são somente os americanos que perceberam essa dimensão. Os ingleses foram além e criaram o Open Data Institute (ODI - Instituto de Dados Abertos). Este instituto visa fomentar a inovação com o uso de dados abertos já nasce com um orçamento de 10 milhões de libras e passa a ser capitaneado nada mais nada menos que pelo Sir. Tim Berners-Lee.

Fiz questão de recortar uma frase que li sobre os objetivos do ODI em matéria do The Guardian 

“ODI will focus on innovation, commercialisation and the development of web standards to support the Open Data Agenda. It will ensure that Open Data research is transformed into commercial advantage for UK companies, work with academic centres to increase the number of trained personnel with extensive Open Data skills and provide expert advice for government.”

A aproximação universidade empresa, tão desejada, mas difícil de ser conseguida, é um dos efeitos colaterais que a iniciativa de governo aberto britânica deseja. Mas além disso, os ingleses estão vendo que isso pode ser diferencial competitivo para as empresas de lá.

Quando trouxemos Stefan Decker, director do DERI (Digital Enterprise Research Institute) da Irlanda aqui em Fortaleza, em iniciativa patrocinada pela FUNCAP, com especial  entusiasmo de seu então presidente Tarcísio Pequeno, vislumbramos implantar algo aqui com essa mesma dimensão aqui. A incompreensão que alguns demonstraram espero que seja dissipada para que ideias como essa façam parte dos principais objetivos daqueles que querem promover o desenvolvimento da área de Tecnologia da Informação no Estado. 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Stefan Decker na FIEC: Desafios Lançados

A semana passada, embora muito cansativa, foi repleta de novos fatos e informações com a vinda de Stefan Decker, diretor do DERI da Irlanda. Tinha mencionado aqui mesmo sobre sua vinda e dos objetivos que tínhamos com ela. Sua visita foi muito enriquecedora. Stefan mostrou-se uma pessoa muito afável e em poucas reuniões deixou claro porque conseguiu o sucesso com o DERI.

Em particular, gostaria de elaborar um pouco sobre sua palestra para empresários de TIC e acadêmicos na FIEC. Confesso que esperava que ele falasse mais sobre a estrutura do DERI, sobre os desafios de fazer parcerias com o setor privado e sobre estratégias de captação de recursos. Stefan falou pouco sobre esses aspectos, pois decidiu dar ênfase no tema que dirige todas as pesquisas e inovações no DERI.: a Web Semântica. Diante das reações que pude perceber após sua apresentação, comecei a achar que sua escolha foi muito feliz.

Sua palestra foi centrada na ideia de que a web está se modificando e que em um futuro (difícil de prever se breve ou não) ela terá uma outra dinâmica. Estaremos no futuro falando de uma web mais inteligente. Ao invés de acessarmos somente documentos (expostos em páginas como hoje), vamos poder combinar os dados que esses documentos possuem. Não desejo tornar este texto muito técnico, por isso vou me abstrair do que isso significa. O que considero relevante aqui é explorar o fato de que Stefan no DERI definiu um objetivo com base em um futuro que se apresenta possível, criou um ambiente para se tornar pioneiro na criação de ferramentas para explorar esse mundo e, o melhor de tudo, está aberto à possibilidade de sermos seu parceiro nesta empreitada.

Não creio que isso tenha ficado claro para todos. A escolha que Stefan fez quando de sua apresentação foi arrojada. Afinal ele estava falando de algo desconhecido e descontextualizado para muitos. Os acadêmicos não se espantaram. Tinha relação com o que faziam. Os empresários, aparentemente, acharam que aquela conversa se referia à pesquisa científica, exclusivamente. Não era essa sua intenção e nem é essa a realidade. Boa parte da pesquisa desenvolvida para essa “nova web” já está desenvolvida em termos tecnológicos e que nem se configura mais como um tema de pesquisa. Nos encontramos no momento que alguns chamam de ponto de inflexão.

Já existe um desenvolvimento tecnológico que permite a exploração em negócios. O sucesso dessa nova tecnologia, no entanto, depende do quanto as pessoas passam a usá-la. Por isso, Stefan tem todo interesse em ter parceiros que aumentem essa corrente. Um momento propício para inovações. Claro que não deixa de contemplar seus riscos. Afinal, o ineditismo nem sempre é vantagem competitiva. Mas o que considero importante ressaltar é que nós aqui no Estado, que nunca fizemos parte de nada de novo do que acontece nesse cenário, começamos a discutir essa possibilidade. Fico pensando que talvez esteja sendo ambicioso demais ao buscar isso. Mas logo me conforto: se não for assim, nem estaria dentro.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Diretor do DERI na FIEC: Inovação em TIC

A experiência que adquiro na FUNCAP tem sido valiosa para compreender os entraves e dificuldades de fazer inovação em TIC. Acredito que essa área merece atenção especial dos governos, dentre outras razões, pela transversalidade que lhe é peculiar. Fortalecer a cadeia da inovação, desde a pesquisa científica até a comercialização dos produtos/serviços, é um constante desafio. A FUNCAP tem buscado fazer isso nas mais diversas formas.

Nesta semana, estamos empreendendo mais uma ação em busca de fortalecer a cadeia de inovação através do estabelecimento de parcerias estratégicas internacionais. A visita do Prof. Stefan Decker, diretor-presidente do DERI, a Fortaleza é mais um passo nessa direção. Ele participa nesta quarta-feira pela manhã na FIEC de um seminário sobre Inovação e Pesquisa Científica em Tecnologia da Informação e Comunicação. Decker fará palestra sobre sua experiência com projetos de inovação em TIC e sobre aproximação universidade-empresa. Após a apresentação haverá um debate com representantes da iniciativa privada, da academia e do governo.

Stefan Decker é Doutor em Informática pela Universidade de Karlsruhe, Alemanha, com pós doutorado na Universidade de Stanford, Estados Unidos. Ele é pesquisador nas áreas de Banco de Dados e Inteligência Artificial e empreendedor.

O DERI, sediado em Galway na Irlanda, é um dos mais renomados Institutos de P&D em Web no mundo com pesquisadores de mais de 40 países e projetos com recursos tanto de empresas privadas como da Comunidade Europeia. Em menos de uma década, Decker conseguiu colocar o Instituto e a Universidade de Galway como referência no cenário mundial. Em sua vinda a Fortaleza ele apresentará sua experiência e discutirá a viabilidade de se replicar o case de sucesso.

Outras informações sobre Stefan Decker podem ser encontradas em http://www.stefandecker.org/ e em http://www.deri.ie/.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Digital Enterprise Research Institute – DERI

Recentemente fui a Galway na Irlanda visitar um dos renomados Institutos de Pesquisa em Web na Europa: o DERI. Minha viagem fez parte de atividades de um projeto que desenvolvo, com financiamento da FUNCAP, para prospectar formas de fortalecer a cadeia de inovação em Tecnologia da Informação e Comunicação no Estado do Ceará.

A viagem, embora cansativa, pois o acesso a Galway envolve diversas conexões, foi excelente. Pude conhecer in loco a experiência inovadora de um grupo de pesquisadores que em menos de uma década conseguiu criar e consolidar um Instituto de pesquisa que tornou-se igualmente referência em inovação.

O alemão Stefan Decker, o diretor geral do DERI, contou-me sobre o desafio que se iniciou em 2004. Era um momento de muito otimismo na Irlanda. O crescimento econômico foi muito forte, em particular, o que ocorreu na área de TIC. O Governo Irlandês fomentou a criação de empresas de alta tecnologia e a Universidade de Galway aproveitou a oportunidade para criar um Polo Tecnológico, que teve o DERI como o maior representante.

Atualmente, o Instituto conta com cerca de 140 pesquisadores vindos de 50 países diferentes. Uma incubadora fornece condições para que jovens empresas nasçam e se instalem até atingirem maturidade. Com um orçamento de cerca de 50 Milhões de Euros para os próximos três anos, o DERI tornou-se também um excelente negócio para a Universidade, pois possui um potencial de captaçãoo de recursos antes inimaginável.

Vejo muitas similaridades de Galway, do DERI e nosso Estado. Isso poderá ficar mais claro com a vinda de Stefan a Fortaleza que deve ocorrer no mês que vem. Será uma ótima oportunidade para conversar com a comunidade acadêmica, empresarial e governamental sobre sua experiência e sobre como poderemos estabelecer cooperações que permitam-nos alavancar o desenvolvimento de TIC no Estado.