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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Big Brother Gringo


Muito interessante a entrevista de Julia Angwin, repórter do Wall Street Journal aqui. Ela afirma que o governo americano hoje detém mais informações sobre os cidadãos do que mesmo os governos de regimes ditatoriais como o de Hitler e Stalin e até mesmo do que possuíam os agentes secretos da temida Stasi sobre os alemães do leste.

O governo americano coleta hoje correio eletrônico, chamadas telefônicas, cartas, informações sobre a saúde da pessoas, viagens efetuadas, compras, pesquisas efetuadas na web, sites acessados, registros escolares e de emprego, só para nomear alguns.

Adicione-se a esse arsenal de informações, novas tecnologias como a de reconhecimento de face, que permite identificar onde a pessoa está indo (isso, obviamente, se estiver sem celular com GPS).

Todas as comunicações de generais, funcionários públicos do alto escalão e políticos de dez anos para cá estão gravadas. O jornalista lança um alerta: essa paranoia vem mesmo de antes do 11 de setembro e não é somente para proteção. Serve igualmente para identificar os dissidentes. George Orwel nunca pensou que Big Brothers nasceriam em democracias ocidentais, não?


segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança

Estive no Rio de Janeiro, semana passada participando do Congresso Latino-Americano de Chefes de Polícia. Na ocasião tive a oportunidade, como membro do conselho de administração do Fórum Brasileirode Segurança Pública (clique aqui para saber mais sobre o Fórum ), de participar da entrega do Anuário de Segurança aos Secretários Estaduais de Segurança Pública que participavam de um conselho. O anuário trata-se de uma publicação de referência para divulgação de dados, informações e, sobretudo sugerir ações estratégicas quanto a uma política integrada de Segurança Pública no País. O lançamento do Anuário foi mais uma vitória do Fórum que, em tanto pouco tempo, já conseguiu preencher uma lacuna importante na sociedade brasileira. A lacuna de falta de massa crítica para pensar, monitorar e propor o tema da Segurança Pública. O lançamento do Fórum foi amplamente acompanhado pela mídia impressa e audiovisual. Em particular dois editoriais, um do O Globo e outro da Folha de São Paulo, foram provocados por dados veiculados pelo Anuário. Dois aspectos são particularmente dignos de menção nos dados existentes no Anuário. Primeiro, é de que os dados estatísticos sobre segurança, principalmente de criminalidade, no Brasil ainda são muito pouco confiáveis. Os Estados membros que são os produtores das informações, não possuem uma cultura de tratamento da informação (clique aqui para ver o que já escrevi sobre isso ) e reina ainda a falta de procedimento padronizado seja na coleta, seja na contagem e até mesmo na divulgação. O segundo aspecto que suscita imediato espanto é o quanto se tem gasto em Segurança no País. Não se trata de pouco dinheiro e leva-nos imediatamente a pergunta se estamos conseguindo aplicá-lo corretamente. Para maiores informações, clique aqui para acessar o Anuário completo.